Ações terapêuticas.
Antiemético.
Propriedades.
É amplamente distribuída, ligada em
65% das proteínas plasmáticas. É rápida e intensamente metabolizada em maior
grau por N-desmetilação e oxidação do anel aromático, seguidas de
conjugação; a excreção é tanto urinária como fecal. Os ingredientes inativos
são cloreto de sódio e água para injeção.
Indicações.
É indicada para a prevenção ou
tratamento de náuseas e vômitos causados pela terapêutica citostática.
Granisetrona é um potente e seletivo receptor antagonista 5-hidroxi-triptamina
(5-HT 3) com atividade antiemética.
Posologia.
É administrada somente por infusão
intravenosa. Adultos: 3 mg, que devem ser diluídos em 20 a 50 ml de líquido e
administrados durante 5 minutos. Prevenção: em estudos clínicos, a maioria dos
pacientes requereu uma dose única para controlar as náuseas e vômitos durante
24 horas. Até 2 infusões adicionais de 3 mg podem ser administradas dentro do
período de 24 horas. Há experiência clínica com pacientes que receberam
administração diária durante 5 dias consecutivos no transcurso de uma
terapêutica. A administração profilática deve ser completada antes do início da
terapêutica citostática. Tratamento: utiliza-se a mesma dose que para a
prevenção. As infusões adicionais requerem, pelo menos, 10 minutos de
separação. Dose máxima diária: até 3 infusões de 3 mg durante 5 minutos dentro
de um período de 24 horas. A dose máxima durante 24 horas não deve exceder 9
mg. Idosos: não há requerimentos especiais para pacientes com idade avançada.
Crianças: a informação de segurança e eficácia em crianças é insuficiente.Não
há requerimentos especiais para pacientes com deterioração renal ou hepática.
Preparação: para preparar a dose de 3 mg, retira-se 3 ml da ampola e dilui-se
em líquido de infusão em um volume total de 20 a 50 ml em qualquer uma das
soluções: injeção de cloreto de sódio a 0,9% p/v B.P.; injeção de cloreto de
sódio 0,18% p/v B.P.; solução Hartman para injeção B.P.; injeção de lactato de
sódio B.P. ou injeção de manitol a 10% B.P. Não se deve usar outros diluentes.
Superdosagem: não há um antídoto específico. Em caso de superdosagem, deve ser
administrado tratamento sintomático. Um paciente recebeu 10 vezes a dose
recomendada e somente relatou uma ligeira dor de cabeça, porém não foram
observadas outras sequelas.
Reações adversas.
Geralmente tem sido bem tolerada,
conforme se observou em estudos em seres humanos. Não foram observados efeitos
extrapiramidais ou outras reações adversas graves relacionadas, não havendo
dúvidas quanto à administração. Como com outras drogas, foi informado que a dor
de cabeça e a constipação são os sintomas adversos notados com mais freqüência,
porém, em geral foram de natureza suave ou moderada. Em ensaios clínicos, foram
registrados aumentos transitórios dos valores médios de transaminase, porém sempre
dentro dos limites de normalidade.
Precauções.
Como pode reduzir a motilidade
intestinal, os pacientes com obstrução intestinal subaguda devem ser
monitorados após a administração. Em estudos em seres humanos, não foram
encontradas evidências de que tenha efeitos adversos sobre a atividade dos
indivíduos. Antecedentes de 2 anos de estudos sobre a carcinogênese mostram um
aumento do carcinoma ou adenoma em ratos e ratazanas de ambos os sexos, aos
quais foram administrados 50 mg/kg (dose em ratos reduzida a 25 mg/kg/dia na
semana 59). Também foi detectado um aumento na neoplasia hepatocelular com 5
mg/kg em ratos machos. Em ambas as espécies, os efeitos induzidos (neoplasia
hepatocelular) não foram observados no grupo que recebeu doses baixas (1 mg/kg).
Em vários ensaios in vitro e in vivo, o fármaco não mostrou
genotoxicidade em células de mamíferos. As ampolas retiradas da embalagem devem
ser protegidas da luz solar direta e não devem ser congeladas. O ideal é que as
infusões intravenosas sejam preparadas no momento da administração.Após a
diluição, a vida útil é de 24 horas, quando armazenada à temperatura ambiente
com iluminação interior protegida da luz solar direta. Não deve ser usada após
24 horas. Se for armazenada após a preparação, as infusões devem ser preparadas
sob condições assépticas apropriadas. Como precaução geral, não deve ser
misturada em solução com outras drogas.
Interações.
Em estudos realizados em indivíduos
sãos, não foi observada evidência de interação com cimetidina ou lorazepam. Em
estudos clínicos, não foram encontradas evidências de interações
medicamentosas. Uso na gravidez e lactação: os estudos em animais não
demonstraram efeitos teratogênicos, porém não há experimentos na gravidez de
seres humanos; portanto, não deve ser administrado em mulheres grávidas, a não
ser que existam razões clínicas prementes. Não há informação de excreção no
leite materno; portanto, a lactação deve ser suspensa durante o tratamento.
Contraindicações.
Hipersensibilidade à granisetrona ou
substâncias relacionadas.