Ações terapêuticas.
Relaxante muscular.
Propriedades.
A clorzoxazona é um miorrelaxante
derivado do benzoxazol que age principalmente no nível da medula espinhal e nas
regiões subcorticiais do cérebro, onde inibe os arcos reflexos multissinápticos
envolvidos na geração e na manutenção do tônus do músculo esquelético. O
resultado clínico da aplicação da clorzoxazona, em espasmos de etiologia
variada, é o alívio da dor, uma redução da contratura do músculo esquelético e
um incremento da mobilidade mioarticular. Após a administração oral, o pico de
clorzoxazona é atingido em somente 1 ou 2 horas; o fármaco é rapidamente
metabolizado e excretado na urina na forma de glucurônidos. A clorzoxazona não produz
relaxamento direto do músculo esquelético no homem; seu mecanismo de ação não
foi completamente elucidado, mas acredita-se que pode estar relacionado com as
suas propriedades sedativas.
Indicações.
Fibrocite, torcicolo, reumatismo das
partes moles, contraturas e hipertonias musculares.
Posologia.
Por via oral. Adultos: administrar
inicialmente 500 mg três ou quatro vezes por dia; se a resposta não for
adequada, pode-se aumentar a 750 mg 3 ou 4 vezes por dia. Diante de uma
resposta positiva, a dose pode ser novamente reduzida.
Superdosagem.
Provoca transtornos gastrintestinais
(náuseas, vômitos, diarreia), acompanhados por tonturas, sonolência, preguiça,
dor de cabeça, mal-estar, debilitamento do tônus muscular que faz impossível o
movimento voluntário. Podem ocorrer depressão respiratória com respiração
rápida e irregular, e retração intercostal e subesternal; pode haver
hipotensão, mas não foi observado choque. O tratamento resumiu-se em lavagem
gástrica ou indução de vômito seguidas da administração de carvão ativado.
Depois, somente se deve administrar tratamento de suporte adequado.
Reações adversas.
Em raras ocasiões a administração de
clorzoxazona foi associada com sangramento gastrintestinal, tonturas,
sonolência, mal-estar, hiperestimulação e erupções do tipo alérgico.
Ocasionalmente, foram observados edema angioneurótico e reações anafiláticas: alguns
pacientes têm manifestado coloração da urina, causada por um metabólito da
clorzoxazona; esse fato carece de repercussões clínicas conhecidas. Foi
relatado um caso no qual o abuso da clorzoxazona, por mais de um ano, poderia
ter provocado necrose hepática submassiva.
Precauções.
O consumo de álcool e outros
medicamentos depressores do sistema nervoso central pode provocar efeitos
aditivos. Suspender o tratamento se forem apresentados sintomas ou sinais de
disfunção hepática. Devido à ausência de estudos clínicos adequados,
recomenda-se evitar a administração de clorzoxazona para mulheres grávidas, a
não ser que o benefício para a mãe supere os riscos potenciais para o feto.
Interações.
Álcool, psicotrópicos: sinergismo.
Contraindicações.
Intolerância ao fármaco.