Ações terapêuticas.
Antiespasmódico urinário.
Propriedades.
A oxibutinina é uma amina terciária
sintética, que exerce seu efeito antiespasmódico direto sobre o músculo liso e
inibe a ação da acetilcolina nos pontos colinérgicos pós-ganglionares, de forma
que aumenta a capacidade da bexiga e retarda o desejo de urinar ao reduzir o
número de impulsos motores que chegam ao músculo. Não bloqueia os efeitos da
acetilcolina nas uniões neuromusculares esqueléticas nem nos gânglios
autonômicos. Tampouco tem efeito sobre o músculo liso dos vasos sanguíneos. Tem
atividade anti-histamínica moderada, certa atividade anestésica local e
analgésica leve, e atividade midriásica muito baixa. Absorve-se com rapidez no
trato gastrintestinal, metaboliza-se no fígado e elimina-se por via renal.
Indicações.
Sintomas de distúrbios urológicos
relacionados com a micção, como incontinência imperiosa, noctúria e
incontinência em pacientes com contrações não inibidas da bexiga neurogênica e
nos casos de bexiga neurogênica reflexa.
Posologia.
Adultos: 5 mg, 2 a 3 vezes/dia, com
ajuste da dose conforme necessidades e tolerância. Dose máxima: 5 mg, 4
vezes/dia. Doses pediátricas: não foi estabelecida dose em crianças até 5 anos;
mais de 5 anos: 5 mg, 2 a 3 vezes ao dia, sem ultrapassar a dose de 15 mg
diários.
Reações adversas.
São de incidência mais frequente:
constipação, sonolência, secura na boca, nariz e garganta, visão turva, micção
difícil, náuseas, vômitos, cansaço ou debilidade não habituais. Foram
observados em raras ocasiões: erupção cutânea, urticária, confusão, tonturas,
febre, alucinações, excitação, nervosismo.
Precauções.
Evitar o consumo de álcool ou de
outros depressores do SNC, pois pode aumentar a fotossensibilidade ocular.
Deve-se ter cuidado durante o exercício e épocas de calor. Os pacientes de
idade avançada podem ser mais sensíveis aos efeitos antimuscarínicos da oxibutinina
e esta pode exacerbar os estados patológicos subjacentes neles. Em pacientes
com diarreia, deve-se excluir a possibilidade de obstrução intestinal antes de
indicar oxibutinina. O uso prolongado pode diminuir ou inibir o fluxo da
saliva, o que contribui para o desenvolvimento de cáries, doença periodontal,
candidíase oral ou mal-estar. Deverá ser tomada precaução em pacientes maiores
de 40 anos, dado que pode precipitar um glaucoma não diagnosticado.
Interações.
O uso simultâneo com outros medicamentos
antimuscarínicos potencializa este efeito, bem como aqueles que são depressores
do SNC exacerbam seu efeito sedativo ou da oxibutinina.
Contraindicações.
A relação risco-benefício deverá ser
avaliada nas seguintes situações clínicas: estenose mitral, arritmias
cardíacas, insuficiência cardíaca congestiva, disfunção hepática ou renal,
hipertensão, hipertireoidismo, íleo paralítico, colite ulcerosa grave, retenção
urinária, xerostomia.