Ações terapêuticas.
Antineoplásico.
Propriedades.
Agente alquilante constituído por um
átomo de platina unido a uma molécula de diamino-ciclohexano e a um radical
oxalato (derivado DACH). Por via IV, 95% da dose injetada une-se a proteínas
desde o 5 dia em diante. Tem uma fase de distribuição rápida seguida por outra
de eliminação lenta, com uma meia-vida de 24 horas, mesmo quando se podem
detectar níveis residuais até 3 semanas depois da infusão. Entre 40% a 50% da
dose administrada é eliminada pela urina no espaço de 48 horas. A
farmacocinética não se altera em pacientes com distúrbios da função renal.
Indicações.
Câncer colorretal. Outras neoplasias
sensíveis a derivados de platina.
Posologia.
Como agente isolado ou em associação,
a dose recomendada é de 130 mg/m 2 em infusão, durante não menos de
2 horas, a qual se repete a cada 21 dias.
Reações adversas.
Toxicidade hemática leve a moderada
sobre neutrófilos e plaquetas. Toxicidade gastrintestinal, náuseas, vômitos
moderados a intensos se não for feita profilaxia antiemética. Toxicidade
neurológica, neuropatia sensorial periférica com disestesia distal nos membros
e trato faringolaríngeo induzida ou exacerbada pelo frio, que em geral
desaparece entre os ciclos de tratamento. Sua incidência é de 7% naqueles que
recebem até 6 ciclos de tratamento, elevando-se a 50% entre os que recebem mais
do que 9 ciclos. Não possui toxicidade hepática, renal, cutânea ou local. Não
produz alopecia.
Precauções.
Não diluir em soluções salinas nem
misturar com soluções alcalinas, como fluouracila, na mesma solução de infusão.
Não utilizar material com alumínio o qual pode degradar a oxaliplatina.
Interações.
Não há interação com eritromicina,
salicilato, paclitaxel, granisetrona e valproato de sódio, pois estes fármacos
não deslocam a oxiplatina de sua união com proteínas. Em associação com
fluouracila e leucovorina, pode aumentar a toxicidade hemática, o que em geral
obriga a um reajuste de dose.
Contraindicações.
Gravidez. Amamentação.