Ações terapêuticas.
Progestágeno.
Propriedades.
A clormadinona é um progestágeno com
efeitos terapêuticos semelhantes aos da progesterona. Após sua administração
por via oral, é completa e rapidamente absorvida. Seu metabolismo é principalmente
hepático e a maior parte da dose administrada é eliminada por via renal. Uma
parte da clormadinona (10%) é eliminada na forma de metabólitos por via biliar,
sofrendo o processo de circulação êntero-hepática. A clormadinona mantém a fase
lútea do ciclo menstrual, induz alterações decíduas no estroma do endométrio.
As secreções endocervicais adquirem consistência viscosa. Por outro lado,
relatou-se possuir discreta atividade glicocorticóide.
Indicações.
Tratamento de amenorreia secundária e
sangramento uterino anormal devido a desequilíbrio hormonal, em ausência de
patologia orgânica (fibroma, tumor uterino).
Posologia.
Amenorreia: via oral, 6 mg a 10 mg por
dia durante 5 a 10 dias. Sangramento uterino: via oral, 2 mg a 5 mg durante 10
dias a partir do 16 dia do ciclo menstrual. Pré-menopausa e alterações
correlatas: via oral, 2 mg a 5 mg por dia, seguindo uma ordem sequencial.
Superdosagem.
Até o presente nenhum caso de
superdose foi registrado. A superdose poderia causar náuseas e sangramentos por
supressão.
Reações adversas.
Compreendem acne, alopecia, reações
anafiláticas, turgidez das mamas, galactorreia, transtornos do fluxo menstrual,
alterações da secreção vaginal, modificações de peso corporal, icterícia
colestática, edema, hirsutismo, depressão, náusea, pruridos, rash
cutâneo, episódios tromboembólicos cerebrais, mesentéricos e/ou na retina,
embolia pulmonar, urticária e diminuição da tolerância à glicose.
Precauções.
No tratamento da amenorreia,
adverte-se que o sangramento menstrual ocorre após 3 a 7 dias da suspensão do
medicamento. Quando ocorrer esquecimento de uma dose durante o tratamento do
sangramento uterino, recomenda-se tomar a dose seguinte antes de decorridas 24
horas, pois, de outro modo, a eficácia terapêutica seria alterada. Pelo
contrário, no tratamento da pré-menopausa e alterações correlatas, deve-se
continuar com a dose seguinte na ordem sequencial. Deve-se administrar com
precaução, já que a clormadinona diminui a tolerância à glicose, pode aumentar
a retenção de líquidos e provocar alterações associadas com asma, piora das
funções renais e cardíacas, epilepsia e enxaqueca. Com a finalidade de diminuir
o risco de tromboembolismo, recomenda-se a suspensão do tratamento no mínimo
quatro semanas antes de uma cirurgia programada ou de imobilização prolongada.
A seguir, deve-se reiniciar o tratamento não antes de duas semanas posteriores
ao evento.A clomardinona não deve ser utilizada durante a gravidez nem durante
a amamentação, pois desconhecem-se os riscos potenciais para o feto e/ou bebê.
Apesar da observação de um aumento na incidência de nódulos mamários em cadelas
da raça Beagle tratadas com clomardinona em doses 25 vezes mais altas do que as
recomendadas para o uso humano, esse efeito não foi considerado preditivo de
efeito carcinogênico em seres humanos.
Interações.
Não deve ser administrada
simultaneamente com os seguintes fármacos: ampicilina, fenilbutazona,
barbitúricos, griseofulvina, fenitoína e tetraciclina.
Contraindicações.
Tromboflebite, doenças
tromboembólicas, antecedentes ou piora de doença arterial coronariana ou
vascular cerebral, patologia hepática, inclusive tumor, antecedentes de
icterícia colestática da gravidez, icterícia relacionada a uso de anovulatórios
orais, câncer de mama, câncer em órgãos reprodutores, sangramento vaginal
anormal ou não-diagnosticado, abortamento, gravidez confirmada ou suspeita e
hipersensibilidade à clormadinona.