Digite aqui o nome do Medicamento

CLORAZEPATO DIPOTÁSSICO


Ações terapêuticas.

Ansiolítico. Miorrelaxante. Anticonvulsivante.
Propriedades.
O clorazepato dipotássico pertence à família das benzodiazepinas. Age como depressor do SNC e pode produzir desde uma leve sedação até hipnose ou coma, segundo a dose. Seu mecanismo de ação, assim como o de outras benzodiazepinas, consiste em potencializar ou facilitar a ação inibidora do neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA), mediador da inibição tanto em nível pré-sináptico como pós-sináptico em todas as regiões do SNC. É bem absorvido no trato gastrintestinal. Seu principal metabólito (ativo), o nordazepam, aparece rapidamente na circulação. A meia-vida do clorazepato dipotássico é extremamente curta, de forma que o fármaco é dificilmente detectável, embora a meia-vida de seu metabólito, o nordazepam, seja de aproximadamente 50 horas. Esse metabólito se liga às proteínas plasmáticas em grau elevado (97%-98%). Demonstrou-se que a administração de doses diárias de até 120 mg durante tempo prolongado carece de toxicidade.O nordazepam sofre metabolismo posterior sendo eliminado por via renal, principalmente como oxazepam conjugado, embora também sejam encontradas quantidades pequenas de nordazepam conjugado.
Indicações.
Ansiedade, distúrbios emocionais, distúrbios de comportamento e de adaptação, transtornos psicossomáticos, insônia e tensão provocados pela atividade diária. Tratamento a longo prazo da ansiedade. Tratamento coadjuvante das convulsões parciais. Alívio dos sintomas agudos da retirada do álcool.
Posologia.
Ansiedade: dose inicial de 15 mg/dia, via oral, que pode ser aumentada a 60mg/dia caso necessário. A dose é administrada em 2 ou 3 tomadas, mas também em dose única antes de se deitar. Coadjuvante do tratamento antiepiléptico: 7,5 mg, duas vezes ao dia (crianças entre 9 e 12 anos) ou três vezes ao dia (maiores de 12 anos); essas doses podem ser incrementadas em 7,5 mg cada semana, sem exceder o limite de 60 mg/dia (9 a 12 anos) ou 90 mg/dia (maiores de 12 anos). A retirada do fármaco deve ser gradual.
Reações adversas.
Adormecimentos, sonolência, ataxia, vertigem, hipotensão, transtornos gastrintestinais, retenção urinária, alterações na libido, icterícia, discrasias sanguíneas. Reações paradoxais: excitação e agressividade (crianças e idosos). Em pacientes geriátricos ou debilitados assim como em crianças ou indivíduos com doenças hepáticas, aumenta a sensibilidade aos efeitos das benzodiazepinas no SNC.
Precauções.
O clorazepato dipotássico pode modificar a capacidade de reação ao dirigir maquinário pesado, veículos e máquinas de precisão. Após a suspensão brusca podem aparecer depressão, insônia por efeito rebote, nervosismo, salivação e diarréia. Pode acarretar dependência psíquica e física quando administradas doses elevadas durante períodos prolongados. Observou-se síndrome de abstinência (estados de confusão, manifestações psicóticas e convulsões) após a interrupção de doses elevadas e administradas por longos períodos. Seu uso no primeiro trimestre da gravidez e durante a lactação não é recomendado. A segurança e a eficácia em crianças menores de 9 anos não foram estabelecidas.
Interações.
Efeito aditivo com álcool, neurolépticos, antidepressivos, hipnóticos, hipnoanalgésicos, anticonvulsivantes e anestésicos. Deve-se evitar consumir álcool durante o tratamento com benzodiazepinas. O uso simultâneo de antiácidos pode retardar mas não diminuir sua absorção. As benzodiazepinas podem diminuir a eficácia da levodopa.
Contraindicações.
Hipersensibilidade ao clorazepato dipotássico; glaucoma de ângulo agudo. 

Início

Utilize a barra acima para encontrar o Medicamento que procura, digitando o nome do Princípio Ativo (nome genérico), ou pelas páginas acima...