Ações terapêuticas.
Antiepiléptico.
Propriedades.
Vigabatrina é um inibidor seletivo,
irreversível da GABA-transaminase; como consequência, aumentam os níveis
cerebrais de GABA (ácido gama-aminobutírico), o neurotransmissor inibitório
mais importante de SNC. Sua eliminação do organismo realiza-se pela excreção
renal; a metabolização da droga no nível hepático é mínima.
Indicações.
Tratamento da epilepsia resistente a
outros antiepilépticos.
Posologia.
Administra-se em 1 ou 2 doses por dia,
antes ou após as refeições. Dose inicial: 2 g/dia. Segundo o critério médico, a
dose pode ser aumentada ou diminuída por 0,5% ou 1 g, conforme a tolerância.
Reações adversas.
Agressão. Psicose. Sonolência. Fadiga,
enjoos, nervosismo, irritabilidade, depressão, cefaleia, confusão, alterações
da memória, diplopia. Aumento de peso. Em crianças: excitação e agitação. O
efeito sedativo diminui com o uso. Alguns pacientes podem sofrer um aumento da
frequência das convulsões, principalmente os pacientes com mioclonias.
Precauções.
A suspensão brusca do fármaco pode
provocar o aparecimento de convulsões. Decidindo suspender o tratamento,
recomenda-se fazê-lo de maneira gradual em 2 a 4 semanas. Deve ser indicado com
cautela para pacientes com antecedentes de psicose ou problemas de
comportamento. Em idosos ou pacientes com liberação menor do que 60 ml/min, as
doses devem ser reduzidas e monitoradas. Recomenda-se aos pacientes a
observação cuidadosa dos efeitos sobre a função renal. Não se observaram
sequelas após a ingestão de 30 g de vigabatrina. Deve-se tomar cuidado ao
dirigir veículos e operar máquinas.
Interações.
Redução da fenitoína plasmática em
20%. Não foram demonstradas interações significativas com carbamazepina,
fenobarbital, ácido valpróico.
Contraindicações.
Gravidez e lactação.