Ações terapêuticas.
Antiglaucomatoso. Hipotensor.
Antienxaqueca.
Propriedades.
É um bloqueador adrenérgico beta
1 e beta 2 (não seletivo). O mecanismo exato de sua ação
hipotensora no olho não foi descrito. Os estudos com tonografia e
fluorofotometria sugerem que o timolol diminui a pressão intraocular ao reduzir
a produção de humor aquoso. Inicia sua ação 30 minutos depois de uma dose única
e mantém uma redução significativa da pressão intraocular até 24 horas depois.
Indicações.
Glaucoma de ângulo aberto, glaucoma em
olhos afácicos, glaucoma secundário, hipertensão ocular. Hipertensão essencial,
enxaqueca comum e clássica.
Posologia.
Colírio: 1 gota de solução a 0,25% ou
a 0,5% na conjuntiva, uma ou duas vezes por dia. Comprimidos: para diminuir os
valores patológicos de pressão arterial inicia-se com 10 mg por via oral até um
máximo de 60 mg diários em várias tomadas. Como profilático na cardiopatia
isquêmica são utilizados 10 mg duas vezes por dia. Para a enxaqueca
aconselham-se 10 a 20 mg diários.
Reações adversas.
Em pacientes sem antecedentes de
insuficiência cardíaca, a contínua depressão do miocárdio com betabloqueadores,
incluído o timolol oftálmico, após um certo tempo pode dar lugar à
insuficiência cardíaca. Requerem atenção médica: blefarite, conjuntivite ou
ceratite, rash cutâneo, urticária ou prurido e alterações da visão,
ansiedade, dor no peito, confusão, diarreia, tontura, alucinações, cefaleias,
palpitações, bradicardia, náuseas, vômitos, cansaço ou debilidade não
habituais, sibilâncias ou dispneia.
Precauções.
Em pacientes diabéticos pode mascarar
alguns sinais de hipoglicemia, como a taquicardia, embora não a tontura e os
suores. Em algumas ocasiões pode produzir aumento ou diminuição das concentrações
de glicose no sangue. O timolol, por ser absorvido em forma sistêmica e
excretado no leite materno, pode produzir reações adversas graves nos
lactantes.
Interações.
Se ocorrer uma importante absorção
sistêmica de timolol oftálmico, o uso de anestésicos por inalação pode causar a
hipotensão severa prolongada; os hipoglicemiantes orais ou insulinas podem
aumentar o risco de hiperglicemia ou hipoglicemia. Os bloqueadores
beta-adrenérgicos podem causar um efeito aditivo na pressão intraocular ou nos
efeitos sistêmicos do bloqueio beta. O uso simultâneo de glicosídeos
digitálicos pode produzir bradicardia excessiva com possível bloqueio cardíaco.
A adrenalina oftálmica pode proporcionar um efeito aditivo benéfico na redução
da pressão intraocular de alguns pacientes.
Contraindicações.
Asma brônquica, doença pulmonar
obstrutiva crônica grave, insuficiência cardíaca manifesta, choque
cardiogênico, bloqueio auriculoventricular de 2 e 3 graus, bradicardia sinusal.
A relação risco-benefício deve ser avaliada em presença de enfisema ou
disfunção pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva, diabetes mellitus,
glaucoma de ângulo fechado, hipertireoidismo e miastenia gravis.